quinta-feira, 2 de julho de 2009

Gravidez e discriminação

Pessoal, recebi esse texto de uma amiga que também está grávida e achei muito interessante. Infelizes das mulheres que passam por isso, feliz de mim que até o momento não me sinto discriminada em nada, muito pelo contrário. Em meu ambiente de trabalho todos convivem comigo como conviviam antes de receberem a notícia da gravidez e não tenho sido favorecida com menos volume de trabalho, ao contrário ele só aumenta - risos... Eu não fico brava com isso, até porque gravidez realmente não é doença e o quanto eu puder ser produtiva eu serei. Eu me sinto bem assim, em plena atividade o dia todo e dependendo do dia não são só meus colegas esquecem que estou grávida, até eu mesmo dou uma esquecida...rs... Bom, entendo que o "arroz" gosta dessa agitação que a mãe o proporciona todos os dias e se a velocidade diminuir "ele (a)" vai estranhar.
BJO's e espero que gostem da leitura!
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Sáb, 20/06/09 - por Redação Época

"Como Gisela já anunciou, entro desequilibrando a conta do blog das sete mulheres. Por enquanto, seremos oito, porque estou grávida de minha segunda filha. A um mês e alguns dias da licença-maternidade, já me perguntaram por que resolvi aceitar mais trabalho. "Ué, para provar que gestantes são produtivas". Falei brincando, mas esbarrei num assunto sério. Discriminação contra mulheres grávidas é uma triste realidade do mundo moderno. E só não digo que tem sido assim desde que o mundo é mundo porque as mulheres chegaram ao mercado de trabalho um pouco depois do mundo ter se tornado mundo.

Felizmente, não me encaixo na categoria das discriminadas, por ter a sorte de trabalhar num ambiente saudável – e essencialmente masculino, devo dizer. Mas sobram pesquisas e histórias de quem tem injustiças a relatar. Aliás, a Justiça está cheia de casos em que assédio moral, demissões ilegais e até incentivo ao aborto são relatados. Eu tenho uma irmã que foi demitida no quinto mês de gravidez (ela ganhou na Justiça as indenizações a que tinha direito), historinha com requintes sórdidos porque os ex-patrões fizeram questão de tentar colar nela a imagem de alguém que não daria conta do serviço (não, ela não trabalhava na construção civil. Era a programadora visual de uma cadeia de lojas moderninhas).
Somos uma categoria protegida por lei, é verdade, e não poderia ser de outra forma, sob pena de deixar dois seres humanos, de uma vez só, à revelia da compreensão de pessoas que enxergam a licença-maternidade como férias estendidas – algo tão raso que não vou nem comentar.

Infelizmente, a proteção legal também costuma funcionar como uma estabilidade negativa: as gestantes acabam ficando à margem de promoções, desafios e outras oportunidades profissionais. Você concorda?

Gravidez não é um estado de apatia perene que se instala automaticamente na mulher de uma hora para outra. Se requer repousos por alguma intercorrência, saídas programadas para consultas médicas ou trouxer um sono inesperado, sobretudo nos três primeiros meses, não causará "dano" maior do que os probleminhas que tiram homens e mulheres do foco do seu trabalho vez ou outra. É normal.

Mas como as mulheres se sentem a respeito disso? Mesmo sem ter me percebido como alvo de qualquer discriminação, confesso que, na primeira gravidez, senti uma certa ansiedade de mostrar que eu continuava a mesma. Desta vez, confortada pela primeira (boa) experiência, me sinto mais tranqüila. Mas ainda tenho dúvidas sobre o nível de cobrança que me imponho.

E você, quando engravidou, sentiu-se discriminada ou tentou provar alguma coisa para si mesma?

Em tempo: aceitei entrar no blog, aliás, porque adoro escrever, porque adoro comentar o que vejo, ouço e sei (essência de um blog), e porque, na verdade, a maternidade me cai como uma ótima fonte de inspiração."

Isabel Clemente, carioca, 36 anos, é repórter de Época na Sucursal de Brasília

2 comentários:

  1. Muito legal!! Ia colocar no blog tambem! ahahha

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  2. Bom, neste caso eh melhor eu nem comentar né?! Vc acompanhou o meu caso e sabe o que passei.

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