sexta-feira, 31 de julho de 2009

14.a semana - Cabelos

Gente, fiquei boba de saber que o/a arrozinho/a já pode estar com cabelinhos... Assunto delicadíssimo esse, já que o cabelo da mãe só passou a ficar "domável" à partir dos vinte e poucos anos e o do pai também não é lá essas coisas (ele que não me leia...). Bom, sendo menino temos uma solução extremamente prática, raspa-se a cabeça e não se fala mais nisso. Sendo menina, não vão nos faltar opções também, já que hoje só tem o cabelo ruim, quem quer né? E não podemos esquecer que se for menina ela terá uma avó totalmente adepta à facilidades tecnológicas, é do tipo que fala: "Tô pagaaaaando..." Então, assunto encerrado. Se for mesmo menina, não tem problema, só entrego na mão de "mama" e tá tudo resolvido.

Hoje tentei colocar meu sobretudo, já que a temperatura aqui está super agradável, e o cinto não fechou!!! Ele fica bem na minha cintura, acho que está explicado. Cintura ZERO. Hahahaha.

Bom pessoal, seguem as notícias do arroz. BJO's para todos e bom final de semana!

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Os primeiros fios de cabelo do bebê começam a crescer. Será que eles vão ser pretos, castanhos, loiros, ruivos, lisos, crespos...? Claro que os genes da família contam, mas muitos pais e mães tiveram grandes surpresas na hora do nascimento dos filhos, especialmente porque a cor do cabelo do nenê em um primeiro momento não necessariamente reflete a cor que permanecerá pelo resto da vida. Uma fina pelugem conhecida como lanugo também recobre o corpo da criança neste período, porém tende a desaparecer em alguns meses.

O seu próprio cabelo poderá estar mais lustroso e até com mais volume, graças à ação dos hormônios da gravidez. Você acha que eles estão mais bonitos? Prepare-se, porque alguns meses depois do parto eles vão cair tudo o que não estão caindo agora.

sexta-feira, 24 de julho de 2009

13.a semana e 2.a ultra

Olá meu povo! Hoje foi um grande dia. Apesar da chuva e do frio arrasador aqui em Sampa, levantei cedinho cedinho pra fazer a segunda ultra conforme recomendação médica. Gente, me espantei com o que ví, meu arroz que era de fato um arroz há 4 semanas atrás hoje já é um bebê. Um bebê de 6 centímetros, mas um bebê! Cabeça, barrigão, pernas e pés, braços e mãos.

Essa ultra era super importante, pois a médica mede a nuca e o osso nasal da criança, afastando possibilidades de síndrome de down e segundo a médica que me atendeu, tudo está correndo bem. Bom, eu tremia que nem vara verde tamanho nervoso. Bastou falar que era importante que eu comecei a gelar, mas graças a Deus está tudo bem.

O ponto máximo da ultra é que a médica deu uma SUSPEITA quanto ao sexo da criança e como sentimento de mãe não pode mesmo ser descartado, ela ACHA que é uma menina. Dona Zaira pode arrancar dinheiro desses "pé de cana" aí do Clube porque tudo indica que a Sra. ganhou a aposta. Ah! O Tio Adilson também estava do nosso lado, meu e de Zairinha, mas certeza mesmo só na próxima, que será final de Agosto. Enquanto isso a criança passou a ser chamada de A arroz, no feminino.

Conforme orientações de amigos que já passaram por isso comi um chocolatinho antes de entrar no exame, porque dizem que o neném movimenta mais quando a mãe come um chocolate antes e como o pai dessa criança é muito metido (e primo do Cazuza - exagerado) ele nem conversou, já me encheu de Kopenhagem e eu QUASE não gostei. Se eu comesse todo o chocolate que ele levou ontem eu estaria grávida de uma fábrica de cacau, então me controlei...

Mas olha, tudo valeu a pena, a chuva o frio, as mil idas no banheiro para fazer xixi, enfim, é muito legal passar por isso. Nessas horas me lembro das pessoas que só se aproximam para me contar passagens ruins. Depois de hoje, tudo pra mim passou a ficar diferente. É pessoal, sou mãe mesmo!!

BJO's e até a volta!!!

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"Se pudesse olhar as mãozinhas do bebê agora, as linhas ondulantes que formam a impressão digital nos dedos chamariam a sua atenção. Você também notaria veias e órgãos por baixo da camada de pele bem fina que recobre o corpo nesta fase. O tempo está passando.
A falta de energia e de libido já ficaram para trás? É por isso que muitas mulheres chamam o segundo trimestre de lua-de-mel da gravidez. Mas não se preocupe se ainda não estiver se sentindo lá essas coisas, porque para muita gente os desconfortos acabam durando mais. Cada gestação é única — que o digam mulheres que já tiveram outros filhos e achavam que "dominavam" o assunto."

segunda-feira, 20 de julho de 2009

Amigos...

Oi pessoal! Hoje é o dia do AMIGO. Eu gostaria de estar por perto dos meus amigos e poder dar-lhes um abraço bem apertado por esse dia, mas infelizmente tenho amigos que estão longe, então aqui fica a minha mensagem de carinho para eles. Para os que estão por perto e que eu não pude abraçar, vale a mensagem também...

"Um amigo é fruto de uma escolha, é uma opção de amor.
É a descoberta de uma alma irmã, é a consciência clara e permanente de algo sublime que não está na natureza das coisas perecíveis.
É um tesouro sem preço, um gostar sem distância de alguém em nosso caminho, nas horas de dúvida, de alegria, de sofrimento.
É algo valioso demais para ser desconsiderado, grande demais para ser perdido...
Obrigado pela sua amizade!!!"

Para os que estão distantes, sintam-se abraçados, já que estar distante não é SER distante.

BJO's à todos!

sexta-feira, 17 de julho de 2009

12.a semana...

Oi pessoal! Finalmente completei a 12.a semana de gestação e isso quer dizer que completei também o primeiro trimestre. As notícias com o fim do primeiro trimestre são animadoras e eu estou apostando que tudo dará certo mesmo, super confiante.

Ando com muito trabalho aqui na empresa o que me sobra um grande cansaço, mas espero estar de férias em breve e poder descansar um pouco o "corpitcho". rsrsrs

Bom, não vou me prolongar muito porque o dever me chama. Divirtam-se com o histórico da 12.a semana de vida do arroz.

BJO's e até a volta!
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Bem-vinda ao segundo trimestre da sua gestação! Os hormônios que causam aquelas famosas mudanças de humor repentinas começam a se acalmar um pouco, e você provavelmente também vai notar que as crises de enjôo estão mais contidas. Embora para a maior parte das grávidas os enjôos realmente cheguem ao fim durante este período, algumas ainda sofrem com momentos de náusea no decorrer de toda a gravidez.

Os olhos do bebê estão mais próximos um do outro, e as orelhas, praticamente no lugar. Esta fase é conhecida como período fetal, quando tecidos e órgãos crescem rapidamente e amadurecem. Muitas mulheres gostam bem mais deste trimestre, já que, além de os sintomas iniciais de gestação estarem sumindo, o risco de um aborto espontâneo cai significativamente.
Esperamos que tudo corra bem para você e oferecemos todo o nosso apoio para os altos e baixos que vêm pela frente.
funcionado só com uma."

terça-feira, 14 de julho de 2009

2 anos...

Pessoal, hoje o motivo da minha postagem não é para falar do arroz e sim do PAI do arroz. Hoje estamos fazendo dois anos de casados (oficialmente) e depois desses dois anos juntos só tenho muitos motivos para comemorar.
O casamento foi um grande marco na minha vida também, que vai ficar pra sempre na minha lembrança. Me lembro como se fosse hoje aquele 14 de Julho. O Rio estava ensolarado, "sorrindo" para nossa felicidade, nossa união.
A noite foi maravilhosa, com muitos amigos, muita alegria e muito proseco... hum... que delícia que foi! A música também foi super selecionada. Essa grande festa foi organizada pelos meus pais e foi de arrasar pra mim! Vira e mexe me pego olhando nosso álbum, como foi especial aquele dia...

Bom, eu sei que o PAI do arroz nunca vai ler essa minha postagem pois é totalmente avesso à internet, mas eu vou dizer a ele pessoalmente tudo o que ele merece ouvir nesse dia e dizer também que ele foi a minha maior conquista e fez com que eu me tornasse MÃE!

Fernando, eu te amo!

sexta-feira, 10 de julho de 2009

O que não dizer a grávidas - por Isabel Clemente

Pessoal, "furtei" esse texto de uma amiga que também está grávida e o postou em seu blog. Achei tão, mas tão interessante, que queria dividí-lo com vocês, até porque por pura coincidência, estava falando hoje pela manhã com a minha mãe exatamente sobre esse assunto, assunto esse que retrata bem o livro que ela me deu "O que ninguém conta sobre a chegada do bebê", que por acaso é sensacinonal!

Por incrível que pareça, por mais que as pessoas publiquem textos sobre esse assunto, a maioria das pessoas que chegam perto de mim (e de grávidas em geral), tem uma experiência triste para contar. É bizarro, mas é verdade. Nunca (até hoje isso nunca aconteceu) alguém chegou pra mim emocionada dizendo o quanto foi gratificante ter o seu filho no colo depois de 9 meses de espera. Eu costumo fazer ouvido de "mercador", não sei se conhecem essa expressão, mas quer dizer: apertar a tecla "F", agora entenderam! Até porque as pessoas que mais reclamam e se torturam com lembranças ruins, no geral, tem mais de um filho... Risos... Isso que é o mais engraçado!

Apesar de muitas pessoas estarem convictas que gravidez não é doença, elas no geral tratam a grávida como se estivessem indo para um matadouro, com aquela cara de dó, pensando intimanente assim: "Tadinha, nunca mais dormirá na vida..." Só faltam fazer o sinal da cruz. Hahaha. Acho isso tudo muito engraçado.

Eli, obrigada por "dividir" esse texto comigo, mas amiga, não adianta, a vida é assim, nós grávidas já devíamos estar acostumadas com isso, quando essas mulheres ou mesmo homens nos olham vem em suas mentes tudo de mais macabro e sofrido que passaram com a chegada de seus filhos.

Boa leitura!

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"Inspirada pela febre das enciclopédias virtuais, como a chickpedia mencionada aqui por Letícia, e depois de ouvir queixas legítimas de outras grávidas, resolvi dar um pontapé inicial no que poderia ser chamada a gravipedia, um manual de boas maneiras sobre o que NUNCA dizer a mulheres grávidas. Minha amiga estava desolada porque alguém lhe disse que “seu rosto estava diferente”. Fora o detalhe de o rosto dela definitivamente não estar “diferente”, o que a pessoa quis realmente dizer com “diferente”? Feio? Bonito? Inchado? Diferente não é um adjetivo que mulher alguma deveria ouvir a respeito da própria aparência.

Estou cursando o nono mês da minha segunda gestação. Tenho minha coleção pessoal de comentários inúteis, mas acho que tenho tido até sorte. Não foram muitos os dizeres infelizes até agora. De qualquer forma, compilei o que ouvi, o que se diz por aí e, ao pesquisar, descobri que alguns artigos estrangeiros fazem alertas semelhantes. O problema é que esses toques estão publicados justamente nos sites freqüentados por gestantes. Então, não adianta muito porque uma gestante sabe o que nunca dizer a outra.

Abaixo a lista do que não dizer (ou não fazer). Aguardo a sugestão de vocês.

- “Agora você está com cara de mãe!” É uma variação da frase que magoou minha amiga. O que é ter “cara de mãe”? Ter olheiras, um ar de cansaço permanente, bochechas gordinhas e papo? Nenhuma das hipóteses é boa. Que tal tentar elogiar o que a pessoa tem de bonito? Seu cabelo está com mais brilho!

- “Ainda não inchou?” Isso é um aviso ou uma praga?

- “Você já está com quanto, cinco meses?” Jamais, nunca, em hipótese alguma, chute o tempo da gestação. Se a mulher ainda estiver no início da gravidez ficará arrasada e se estiver no final, preocupada. A minha barriga, por exemplo, é pequena, embora meus bebês estejam sempre no limite superior do que é esperado deles. Tamanho não é documento. E mesmo exibindo uma barriga pequena, o que, para muitas, é motivo de comemoração, já ouvi comentários que beiravam a crítica, tipo “mas você está comendo o suficiente?”. Dá vontade de dizer: não, comecei um regime radical e pretendo acabar essa gravidez com dez quilos a menos, pebrobó.

- “Nossa, sua barriga está enooooooorme!” Todas nos sentimos, em algum momento, como um paquiderme desengonçado. Essa observação destrói a autoestima.

- “Quanto você já engordou?” Essa parte você pode deixar para o obstetra, ok?

- “Você é louca? Parto normal é anormal!” Meu primeiro parto foi normal e espero que o segundo também seja, mas já ouvi conselhos até de médicos que afirmaram, do alto de sua experiência masculina, que a cesárea é muito melhor. Só me ocorreu perguntar a quantos partos ele já tinha se submetido para dizer isso com tanta convicção. Eu sei, foi uma resposta malcriada, mas os estudos, as provas científicas, a experiência e a natureza dizem que, se a cesárea não for realmente necessária para manter mãe e bebê fora de perigo, o parto natural é o caminho para a recuperação mais rápida, com menos riscos, visto que não é uma cirurgia, que o bebê nasce na hora em que estiver prontinho mesmo etc. Moral da história é a seguinte: não critique a opção de parto da gestante, mesmo que isso vá contra suas convicções.
- “Foi planejada essa gravidez?” Que tipo de informação querem arrancar da grávida? Se ela está feliz ou decepcionada? Filhos são uma dádiva, planejados ou não.
- “Posso pegar na sua barriga?” Isso é muito controverso. Se essa pergunta vier de completos estranhos, como já aconteceu comigo no supermercado, a resposta é obviamente não. Desde quando as pessoas andam por aí tocando as barrigas umas das outras? Agora, entre amigos, a coisa muda de figura. Há curiosidade para sentir o bebê mexer, ou puro fascínio pelo mistério de saber da presença de um ser vivo dentro de um ventre. É instigante mesmo.

- “Descanse agora, querida, porque depois…” Essas fatídicas previsões sobre o futuro da nova mãe não ajudam em nada, até porque, se ela estiver no final da gravidez, provavelmente já não está tendo muito descanso mesmo. Já tentou dormir com alguém te chutando por dentro ou com soluço? Minha filha tem soluço à beça, sobretudo na hora em que deito. Se está com pena mesmo, ofereça ajuda.

- “Bom mesmo é quando eles estão dentro da nossa barriga, não é mesmo?” É uma variação da frase anterior e soa tão descabida quanto dizer na cara-dura “você não preferia não ter de conhecer seu filho?”. Eu, hein.

- Não conte histórias tristes, sobre partos demorados ou uma cesárea complicada. Se não tiver algo legal para acrescentar, não diga nada. Grávidas podem ficar muito impressionadas. Melhor fazê-las rir."

11.a semana

Pessoal, aí vai o resumo da 11.a semana do nosso "arroz". Ele (a) já é um neném formado, só que em miniatura, que fofinho! A notícia boa é: os enjôos estão cada vez menos frequentes e eu estou muito feliz com isso em compensação o sono tomou conta de mim, bem como as idas no banheiro a noite inteira para fazer um xixizinho. Rsrs...

Estive Quarta-Feira na médica e ela disse que está tudo ótimo mas que eu devo me atentar para carnes e legumes crus, já que não sou imune à toxoplasmose, ou seja, carne só as solas de sapato e legumes só muuuuuito bem lavados e cozidos e de preferência os feitos em casa.

Sábado passado estive no Bom Retiro em SP e comprei várias calças de grávida, que somando com as que eu ganhei, já me dão um bom número. Acho que vai dar pra passar a gravidez quase toda. Tomara que sim! Blusas também ganhei várias, a maioria da avó do "arroz" que prima pela moda (risos).

Bom, já falei bem essa semana, fiquem aí com as notícias da 11.a semana do "arroz".

BJO's, bom final de semana e até a volta!!
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"Seu feto finalmente se parece mais com um bebezinho. À medida que o corpo da criança se desenvolve e adquire mais funções, ela vai começar a fazer verdadeiras acrobacias dentro da sua barriga, bem protegida pelo líquido amniótico.

Você, por outro lado, não deve estar se sentindo nada atlética. Cãibras, que muitas vezes são sinal de deficiência de cálcio, e azia podem estar causando muito mal-estar durante o dia e impedindo que você durma bem à noite. Não tem jeito: é chato mesmo! O grande consolo é que daqui a alguns meses você vai se esquecer de tudo isso quando estiver carregando seu bebê no colo."

sexta-feira, 3 de julho de 2009

10.a semana

Pessoal, o resumo da décima semana do "arroz" é animador. A criança já chuta, se movimenta e engole. Muitos me falam que ele (a) já não é mais do tamanho de um arroz (de fato não é, o texto indica ser um batom), mas gente, pra mim vai ser sempre arroz! Mesmo quando ele (a) já tiver do tamanho de uma melancia - risos. Assim eu me refiro à ele (a) carinhosamente. Amanhã vou às compras. Mais uma calça de grávida, de preferência uma jeans, porque a única jeans que estava servindo em mim ainda me serve, mas quando eu sento me aperta um pouco. Acho que o avô do arroz vai se aventurar também nas compras comigo e se isso acontecer tenho certeza que darei boas risadas.

Bom, se divirtam com a descrição da 10.a semana do arroz. BJO's, bom final de semana à todas e até a volta!
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"O bebê já consegue chutar, engolir e se movimentar, feitos incríveis para uma criaturinha que ainda tem o tamanho de um batom! Nas próximas semanas, no entanto, seu filho ou filha deve dobrar de tamanho.

Pode ser que você note as roupas cada vez mais apertadas, porque o seu útero está agora quase preenchendo a região pélvica."

quinta-feira, 2 de julho de 2009

Gravidez e discriminação

Pessoal, recebi esse texto de uma amiga que também está grávida e achei muito interessante. Infelizes das mulheres que passam por isso, feliz de mim que até o momento não me sinto discriminada em nada, muito pelo contrário. Em meu ambiente de trabalho todos convivem comigo como conviviam antes de receberem a notícia da gravidez e não tenho sido favorecida com menos volume de trabalho, ao contrário ele só aumenta - risos... Eu não fico brava com isso, até porque gravidez realmente não é doença e o quanto eu puder ser produtiva eu serei. Eu me sinto bem assim, em plena atividade o dia todo e dependendo do dia não são só meus colegas esquecem que estou grávida, até eu mesmo dou uma esquecida...rs... Bom, entendo que o "arroz" gosta dessa agitação que a mãe o proporciona todos os dias e se a velocidade diminuir "ele (a)" vai estranhar.
BJO's e espero que gostem da leitura!
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Sáb, 20/06/09 - por Redação Época

"Como Gisela já anunciou, entro desequilibrando a conta do blog das sete mulheres. Por enquanto, seremos oito, porque estou grávida de minha segunda filha. A um mês e alguns dias da licença-maternidade, já me perguntaram por que resolvi aceitar mais trabalho. "Ué, para provar que gestantes são produtivas". Falei brincando, mas esbarrei num assunto sério. Discriminação contra mulheres grávidas é uma triste realidade do mundo moderno. E só não digo que tem sido assim desde que o mundo é mundo porque as mulheres chegaram ao mercado de trabalho um pouco depois do mundo ter se tornado mundo.

Felizmente, não me encaixo na categoria das discriminadas, por ter a sorte de trabalhar num ambiente saudável – e essencialmente masculino, devo dizer. Mas sobram pesquisas e histórias de quem tem injustiças a relatar. Aliás, a Justiça está cheia de casos em que assédio moral, demissões ilegais e até incentivo ao aborto são relatados. Eu tenho uma irmã que foi demitida no quinto mês de gravidez (ela ganhou na Justiça as indenizações a que tinha direito), historinha com requintes sórdidos porque os ex-patrões fizeram questão de tentar colar nela a imagem de alguém que não daria conta do serviço (não, ela não trabalhava na construção civil. Era a programadora visual de uma cadeia de lojas moderninhas).
Somos uma categoria protegida por lei, é verdade, e não poderia ser de outra forma, sob pena de deixar dois seres humanos, de uma vez só, à revelia da compreensão de pessoas que enxergam a licença-maternidade como férias estendidas – algo tão raso que não vou nem comentar.

Infelizmente, a proteção legal também costuma funcionar como uma estabilidade negativa: as gestantes acabam ficando à margem de promoções, desafios e outras oportunidades profissionais. Você concorda?

Gravidez não é um estado de apatia perene que se instala automaticamente na mulher de uma hora para outra. Se requer repousos por alguma intercorrência, saídas programadas para consultas médicas ou trouxer um sono inesperado, sobretudo nos três primeiros meses, não causará "dano" maior do que os probleminhas que tiram homens e mulheres do foco do seu trabalho vez ou outra. É normal.

Mas como as mulheres se sentem a respeito disso? Mesmo sem ter me percebido como alvo de qualquer discriminação, confesso que, na primeira gravidez, senti uma certa ansiedade de mostrar que eu continuava a mesma. Desta vez, confortada pela primeira (boa) experiência, me sinto mais tranqüila. Mas ainda tenho dúvidas sobre o nível de cobrança que me imponho.

E você, quando engravidou, sentiu-se discriminada ou tentou provar alguma coisa para si mesma?

Em tempo: aceitei entrar no blog, aliás, porque adoro escrever, porque adoro comentar o que vejo, ouço e sei (essência de um blog), e porque, na verdade, a maternidade me cai como uma ótima fonte de inspiração."

Isabel Clemente, carioca, 36 anos, é repórter de Época na Sucursal de Brasília